Lawler x MacDonald: assina o cheque, careca!

Renato Rebelo | 13/11/2013 às 23:19

Enfezado pela hesitação monstra de Rory MacDonald contra Jake Ellenberger, Joe Silva não se fez de rogado e botou o canadense em rota de colisão com um dos caras mais agressivos da divisão.

Agora, para seguir caminhando rumo ao cinturão, o jovem de 24 anos tem a missão de desmantelar Robbie Lawler – um grosseiro veterano que já deitou dois malandros em seu retorno ao Ultimate.

Será que “Ares” é essa Coca-Cola toda? Ou irá o “Ruthless” azedar a salada?

Setor a setor, vamos passar a limpo esse lutaço do UFC 167:

Trocação

Melvin Manhoef vs Robbie Lawler

Rory é um bom kickboxer. Com chutes que cambiam de nível rapidamente, jabs mis, socos na linha de cintura e o benefício da dúvida (o adversário não sabe se será atingido ou quedado), ele costuma controlar as ações em pé contra strikes até superiores no papel. Muito de seu sucesso se deve também à utilização inteligente dos seus impressionantes 1,94m de envergadura. Acontece que a mão esquerda de Lawler já matou mais que a peste bubônica no século XIV. O “punch” do representante da American Top Team é tão ridículo que todo cuidado é pouco para Rory no setor- por mais que sua guarda tenha alto índice de absorção de golpes (69%) e, ofensivamente, há bala na agulha pra levar em banho-maria.

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Meio-campo

Lawler defende cerca de 70% das quedas propostas a ele e, contra Josh Koscheck, provou ser capaz de lançar um “wall walk” maroto quando é posto de costas pro chão. A balança pende pro lado do longilíneo GSP Jr. mais graças à timing e atleticismo do que técnica em si. Rory é versátil e mistura como ninguém socos e chutes com “body locks”, “single e double legs”. Característica típica das crias de Firas Zahabi e sua famosa Tristar Gym.

Chão

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Por aqui temos a maior discrepância do confere. Por baixo, Lawler costuma ficar mais aflito que idoso em montanha russa. Prova disso é que oito das nove derrotas da carreira foram impostas por grapplers superiores (apenas Nick Diaz o nocauteou em pé). Rory não é exatamente o rei das finalizações, mas tem uma passagem de guarda justinha e desce a marreta legal da meia e da fechada. Lawler, por sua vez, já foi visto se abrindo feito uma flor ao ser castigado no chão. Não me espantaria com três tapinhas lá pro segundo ou terceiro round – quando a força de maluco do americano for pro beleléu.

Se por um lado a cautelosa vitória sobre o “Fanático” não fez o preço de suas ações subir, Rory conseguiu a façanha de manter o potente socador – e wrestler superior- na ponta de seu jab.

Já contra Nate Diaz, Che Mills e Carlos Condit, deficientes na defesa de quedas, o “Deus da Violência” recorreu à luta agarrada para fazê-los de pano chão.

Ou seja, além de obediente taticamente, o completo novato é como uma esponja absorsora de técnicas marciais.

Dando a lógica, finalização ou banho de sangue da noite a favor do novo desafiante número um dos meio-médios.

Caso a caixa de ferramentas do prodígio permaneça lacrada, dá zebra via KO plástico.

De qualquer forma, bônus pra pelo menos um.

Abraços.

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