Quer se dar bem com Dana White? Seja persistente

Renato Rebelo | 06/08/2012 às 21:56

Dana White certamente é um homem peculiar. O presidente e relações públicas número um do UFC não faz questão de esconder que é um ‘’workaholic’’ absolutamente fanático pelo seu próprio negócio.

Já o vi dando pitaco em edições de vídeo, distribuindo ingressos, casando lutas, escolhendo cenários do TUF… Enfim, o jeito controlador do careca faz com que ele ignore a setorização da empresa e jogue, literalmente, nas 11 posições.

Como ama o que faz, se identifica mais com aqueles empregados que exalam paixão pelo MMA e pela competitividade que o esporte propõe.

Para ele, demonstrar vontade de lutar é fator crucial em suas decisões. Se você quer algo, é bom que corra atrás, peça, insista, se torne disponível. É assim que ele funciona. O imbróglio dos meio-pesados no último fim de semana ilustra bem essa minha opinião.

Shogun era o favorito ao “title shot” e, bem ou mal, venceu por nocaute. Lyoto foi mais impressionante, é verdade, mas adotou postura vem diferente de seu rival. Enquanto Shogun se mostrava conformado e disposto a aceitar qualquer decisão, um Lyoto, com ‘’sangue no olho’’, clamava pela oportunidade.

Não foi uma decisão difícil. O Lyoto quer muito, quer mais do que o Shogun. O cara (Shogun) nem reclamou. Se ele não tivesse gostado, teria dito para mim: ‘Isso é sacanagem. Eu sou a luta principal da noite, um dos melhores do mundo, um dos melhores dos últimos 10 anos e eu não vou receber a chance hoje?’. Isso é o que um cara que quer muito teria me dito hoje. Se eu não tivesse dado essa chance pro Machida, a equipe dele ficaria me esperando na porta do meu hotel e, provavelmente, iriam me aterrorizar até o dia seguinte. Esse é o cara que eu vou dar a chance todas as vezes que isso acontecer – finalizou o chefão.

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