Sexto Round palpita: Vitor Belfort x Dan Henderson

admin | 08/11/2013 às 18:06

Neste sábado, em Goiânia, Vitor Belfort precisará exorcizar um fantasma do passado para defender o posto de desafiante número um do peso-médio.

Dan Henderson, o espectro em questão, dominou o “Fenômeno” em outubro de 2006 no ringue do Pride USA.

Hoje, o cenário é claramente favorável ao brasileiro – que retorna ao peso-meio-pesado para medir forças com casca-grossa de 43 anos.

E aí, quem tem mais garrafas pra vender?

Vamos à analise da luta principal do UFC Fight Night 32 pelas das Mães Dinahs do Sexto Round:

FERNANDOFernando Cappelli

Sete anos atrás, no primeiro combate entre ambos realizado no Pride, Hendo neutralizou, estabilizou e golpeou Belfort sistematicamente no solo para alcançar vitória nos pontos. A fase atual é diferente. O norte-americano luta contra o tempo para se manter competitivo e Belfort tem se reciclado tecnicamente com maestria. Estou otimista para este duelão da velha guarda. Resta saber se as novidades trazidas à mesa pelo carioca ultimamente, como chutes e dinâmica renovada de luta vão configurar mais atrativos. Henderson é o sempre. Vontade monstro, pedradas com a mão direita e senso de controle do combate imposto totalmente a seu modo, quase na marra. O tiozão de 43 anos ameniza qualquer previsibilidade na base da vivacidade. Tem duas ou três marcas registradas manjadas, mas que ainda surtem efeito e colocam muita gente experiente para dormir. Teremos o clássico canhoto (Belfort) contra destro (Hendo). Para o bem do brasileiro, todas as transformações técnicas citadas acima também melhoraram bastante sua movimentação. Isso certamente será o primeiro passo para escapar da marreta direita de Henderson. Se uma fórmula mais cadenciada seria também a mais plausível para ambos os lados, temos dois caras de características mortíferas nos primeiros assaltos. Provavelmente será complicado deter os ímpetos de ataque, e o mais astuto em aproveitar brechas relâmpago vai tomar logo o controle do combate. Vou ser ousado no palpite: Belfort descola um nocaute técnico no terceiro assalto e vence na via rápida, algo ainda inédito com qualquer um que encarou o coroa do Tio Sam até hoje.

RENATO_EDITRenato Rebelo

Meu amigo Lucas, logo abaixo, toca num ponto interessante: o queixo de Hendo é revestido por granito – e Belfort mingua com o girar dos ponteiros. Há também um pressentimento obscuro alojado no meu subconsciente em relação à mão homicida do banguela. Geralmente, quando confronto meus instintos, me lasco. Mas, dessa vez, é isso que farei. O volume de jogo do “Jovem Dinossauro” nos últimos anos é simplesmente boçal. Além do mais, há uma diferença significativa em termos de velocidade, explosão e atleticismo entre eles. Batalha encarniçada e 48 a 47 a favor da voz da razão.

LUCASLucas Lutkus

Em pega pra capar entre dinossauros, Vitor Belfort é favoritaço – mas o caminho das pedras não me parece tão convidativo. Enquanto o carioca, de fato, vive momento ímpar -mostrando franca evolução principalmente nos chutes – ainda não vimos como o “Fenômeno 2.0” se comporta  pós-primeiro round. Pra mim, Vitor vai surrar (e muito) o coroa no assalto inicial, mas o queixo e, principalmente, a recuperação extraordinária do homem que carrega uma bomba de hidrogênio na mão direita serão primordiais para que a procissão siga. E não é de hoje que Vitor tem seu psicológico como seu principal “handicap”. Por isso, podemos testemunhar o ex-campeão cansado e cada vez mais frustrado – enquanto Hendo, que jamais foi a nocaute em 39 lutas profissionais, vai abrir a temporada de caça ao Velho Leão. Cedo ou tarde, a finta com chute baixo de canhota seguido do famoso mata-cobra de direita vai quebrar a banca. Em três rounds, acontece outro nocaute marcante na carreira do quarentão.

E aí, rapaziada, concordam ou discordam?

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